Quem feltra seus males espanta



Vamos fazer uma experiência? Vá sozinho para um lugar bem tranquilo e leve seu material de feltragem. Organize sobre a mesa tudo o que você precisa para criar. Escolha suas cores favoritas e pense em algo que te traz paz. Comece a feltrar coisas simples, como formas arredondadas e pequenas peças. Foque no barulho da agulha fincando a esponja e nada mais. Observe o formato que as coisas tomam ao sair da sua mão e permita-se ficar feliz com isso: a satisfação vem das pequenas conquistas aqui. Quando você sentir que acabou o que queria fazer, olhe no relógio e responda: quanto tempo se passou? As horas voam quando algo nos faz bem, não é?


Para mim, Ângela, a feltragem sempre proporcionou ótimos momentos de lazer e relaxamento. Foi nessa manualidade que descobri um tipo de meditação que eu desconhecia e que me fez muito bem. O movimento contínuo da agulha fincando a base e o toque da lã me remetem a sensações prazerosas e de bem estar. Claro que, por estar inserida nesse contexto de artes manuais e manter uma relação com elas desde pequena, sinto que sou mais propícia para essa conexão, não sabia se para outras pessoas também seria assim.



Em 2020, com a pandemia, muita gente passou a buscar nas manualidades uma forma de ocupar o tempo e fugir um pouquinho do contexto das suas casas, que pode ser maçante às vezes. E, com isso, percebi um crescimento de relatos parecidos com o que eu vivenciei: pessoas que enfrentavam depressão, ansiedade, precisavam achar uma alternativa criativa para o trabalho do dia-a-dia e que encontravam na feltragem esse refúgio. Nesse último ano, recebi diversos depoimentos de pessoas que procuraram a feltragem como forma de tratamento alternativo ou mesmo como uma maneira de relaxar e descansar a cabeça dos problemas da vida.


Conversando com uma amiga, descobri que, para ela, a feltragem também era um refúgio. Olha que lindo o que ela me contou:


"Perdi meu pai e de uma hora pra outra tive que lidar com uma das maiores dores que podemos sentir que é a da perda de um ente querido. A dor no peito constante, a vida sem sabor e sem cor - desânimo para todas atividades diárias paralisou minha vida - mesmo tendo um bebê com um pouco mais de um ano em casa. Os dias passando e todos voltando a sua vida normal e eu não, parada no mesmo lugar: na dor. Foi quando o artesanato entrou trazendo luz e beleza. E a cada peça construída um pouco de mim voltava. E hoje não vejo o meu dia a dia sem a presença de lãs, agulhas, cores..."

Saber que essa técnica milenar pode auxiliar as pessoas a encontrarem soluções para problemas tão sérios e profundos nas suas vidas me deixa muito feliz. Quando criei a Santa Meada, eu queria mais tempo para passar com a minha família e para dedicar ao meu filho, mas nunca imaginei que abriria portas para um universo rico de possibilidades como este.


O tratamento e o acompanhamento psicológico para problemas como depressão e ansiedade é fundamental, por isso é importante buscar um profissional da área para entender melhor suas questões e buscar seu caminho. Mas, no que for possível feltrar para espantar seus problemas, vamos juntos, pois será lindo demais.


Tem algum relato ou gostaria de compartilhar alguma informação sobre isso? Escreve para nós! Será um prazer ampliar essa conversa com você!


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